quarta-feira, 27 de junho de 2012

letters to no one


Sem dó nem piedade,
Do meu cadernos arrancas o que sinto,
Sem ideia do porque destes versos,
Dizerem a verdade enquanto minto.

E mesmo que lesses todas as palavras,
Presentes em cada linha deste livro,
Não terias noção que na verdade,
Não escrevo poemas mas cartas.

Dirijo cada letra a quem nunca as irá ler,
Como dirijo sentimentos a quem nunca os irá ter,
Tento apagar dores como erros feitos a lápis,
Só pelo medo de sofrer.

E por entre versos e linhas persistem os sons,
Notas de um ser,
Uma voz que não quero esquecer,
Frases que morro por dizer.

Sem comentários:

Enviar um comentário